Por [Seu Nome], especial para [Seu veículo]
Uma fala em tom de brincadeira de Vitória Bohn, namorada do ator Caio Castro, ao visitar Morro de São Paulo, voltou a agitar as redes sociais nesta semana. Ao observar crianças sendo transportadas em um carrinho de mão pelas ruas da vila — onde carros não circulam — a influenciadora comentou: “Esse é o Uber da Bahia” enquanto gravava um vídeo andando pela ilha.
O comentário, feito em um momento de descontração, foi alvo de críticas imediatas na internet — alguns internautas consideraram a frase desrespeitosa ou “fora de contexto”, enquanto outros defenderam que se tratou apenas de uma brincadeira.
Mas para quem conhece Morro de São Paulo, essa cena é parte natural da vida na ilha.
Por que isso acontece em Morro de São Paulo?
Morro de São Paulo, localizado na Ilha de Tinharé (município de Cairu, no litoral baiano), é famoso por sua beleza paradisíaca — porém, também por uma característica peculiar: não circulam veículos motorizados no centro da vila e em boa parte de suas ruas. Essa restrição faz parte do charme e da logística local, mas também altera a forma como moradores e prestadores de serviço se deslocam.
Por conta disso, carrinhos de mão são frequentemente usados para transportar mercadorias pesadas e bagagens em trechos onde carros e motos não passam. Para os moradores, guiar um carrinho de mão muitas vezes faz parte do cotidiano — seja ajudando turistas com malas, levando produtos até pontos onde veículos não chegam ou até mesmo carregando crianças em alguns cenários.
Por trás da piada, uma realidade local
O comentário “Uber da Bahia” acabou viralizando porque usa um termo urbano — associado a transporte por aplicativo — para descrever uma cena que, fora daquele contexto, pode parecer inusitada. Mas para muitos locais e frequentadores de Morro de São Paulo, comparar o carrinho de mão — que é um dos meios práticos de locomoção por ali — a um “serviço de transporte” não é exatamente absurdo.
Na prática, isso mostra mais uma diferença entre a vida em uma ilha turística sem carros e a rotina de grandes centros urbanos, onde aplicativos de transporte são parte do dia a dia.
Repercussão nas redes e reações diversas
A polêmica dividiu opiniões: há quem critique a fala por soar desinformada ou descolada da realidade local, enquanto outros ressaltam que “carregar malas ou pessoas em carrinho de mão em Morro é algo que muita gente da própria região já brincou em algum momento”. Em algumas respostas na internet, moradores ou frequentadores chegaram a dizer que esse tipo de comparação não é completamente fora de propósito dentro do contexto da ilha.
De forma saudável, mais do que debater a frase em si, a situação abre espaço para entender melhor como funciona a logística de um dos destinos turísticos mais populares do litoral baiano — e como práticas aparentemente estranhas para quem vem de fora podem ser perfeitamente normais para quem vive ou trabalha naquele ambiente.


